DAI-NOS APÓSTOLOS

 Por Judson Oliveira

O Senhor está levantando líderes no Brasil com integridade e com o coração de acordo com o coração de Deus. Um texto me chamou atenção esta semana e gostaria de compartilhar: II crônicas 22: 10-12.
“Vendo Atalia, mãe de Acazias, que seu filho era morto, levantou-se e destruiu toda a descendência real da casa de Judá. Mas Jeosabeate, filha do rei, tomou a Joás, filho de Acazias e o furtou dentre os filhos do rei, aos quais matavam, e o pôs e à sua ama numa câmara interior; assim, Jeosabeate, filha do rei Jeorão, mulher do sacerdote Joiada e irmã de Acazias, o escondeu de Atalia, e não foi morto.”


Esta é uma história assustadora de uma mulher que manda matar todas as crianças da linhagem real, incluindo seus netos. Atalia fez isto porque queria controlar, mandar, reinar. Precisamos lembrar, enquanto estudamos este texto, um detalhe muito importante, Atalia era filha do rei de Acabe (rei de Israel) com Jezabel, e através do seu casamento com o filho mais velho de Jeosafa, ela entra para a realeza de Judá. É difícil pensar o fato de ter a filha de Jezabel infiltrada no meio da casa de Judá. E como a sua mãe, amava o controle e seu ídolo, Baal. Com todos esses assassinatos, Atalia, matou todos os príncipes, possíveis sucessores da coroa, e que mesmo sendo crianças tinham um chamado de serem líderes.


Creio que o inferno age dessa mesma forma, tenta matar aqueles que têm um chamado do Senhor para serem líderes. Aquelas crianças, provavelmente, não tinham idéia do que estava acontecendo, mas, aquela mulher sabia que elas tinham um destino em Deus e precisavam ser mortas. Alguns de vocês lêem este texto talvez se identifiquem com o que estou falando. O inferno tem te perseguido e tentado te matar e você e se pergunta: “Por que Deus? Não passo de uma criança, não sou teólogo ou profeta, sou um bebê, por que tudo esta vindo contra mim?”. O inferno sabe que você é descendência real, em Efésios 1: 3 a 14, confirmam o seu chamado de ser um príncipe, por isto, a filha de Jezabel quer destruir tantos os jovens e adolescentes no Brasil através do pecado. Matando os herdeiros como eles poderão reinar? Jesus disse a nós, seus discípulos que maiores obras faríamos, pois, Ele ia para o Pai e nos herdaríamos o chamado Dele, e como o Pai o havia enviado, Ele nos enviaria também. Somos herdeiros com Cristo, contudo, também herdamos o seu chamado de ser luz e tocar nações. Aleluia!


Tenho visto o espírito de Atalia reinar em muitas Igrejas, líderes que tem medo daqueles mais simples e jovem se tornarem líderes mais fortes e melhores. Então pensam que a melhor coisa a fazer é matá-los enquanto são pequenos, quando ainda estão bebendo leite. Pastores que estão na Igreja, mas, são dominados por esse espírito controlador, e quando descobrem alguém que tem um chamado de Deus para liderança, tratam logo de matar, pois, não querem correr o risco de perder a sua posição de poder. Ouvi um amigo meu falar sobre a síndrome de Highlander que se encaixa perfeitamente com o assunto: só pode existir um então tenho que cortar a cabeça dos outros.


Homens que agem assim precisam lembrar que é Deus quem estabelece. Ninguém vai ser um líder se Deus não levantar, Atalia abriu caminho pela força e por seis anos reinou. Seis é o número do Homem, em outras palavras, querer e conseguir a posição de liderança na força, Deus até permite, porém, só se consegue chegar até um determinado ponto. A liderança na conseguida na força da carne não vai muito longe, está com os dias contados.


Em meio aquele genocídio de lideres embrionários Deus levanta uma equipe formada por uma ama, um sacerdote e sua esposa, que se prontificaram em salvar um descendente real. O texto diz que a Jeosabeate, tia de Joás (o sobrevivente), juntamente com a ama (aquela que amamenta mesmo não sendo a mãe biológica), o furtaram, ou seja, o arrancaram do meio onde seria morto. Quero chamar esta equipe de equipe apostólica, que foram levantados para esconder, amamentar e treinar líderes e colocá-los em uma posição onde serão estabelecidos.


Suplico a Deus que levante ministérios apostólicos e proféticos no Brasil para esconder estes lideres. Existe um erro grave no meio da Igreja, onde pensamos que os apóstolos são títulos ou uma credencial. Você que lê este texto precisa entender que existe uma carência de verdadeiros apóstolos no meio da Igreja, pois, eles é que têm a graça de esconder e treinar estes líderes, e mais importante, amam liberá-los e vê-los sendo bem sucedidos.
Aquela criança, Joás, não tinha entendimento do que estava acontecendo, todavia, Joiada, o sacerdote, sabia muito bem o que estava protegendo, havia uma promessa feita a Davi que não faltaria descendente para reinar em seu lugar e também que da Raiz de Davi viria o Messias. Eles sabiam que estavam do lado da Promessa. Aqueles que são chamados para o ministério apostólico precisam entender que não estão protegendo seu Reino, mas o reino do Rei dos reis, são parceiros de uma promessa que foi feita há muitos anos atrás.


Não sou especialista no assunto sobre o ministério apostólico, mas, quero nesse texto começar uma discussão sadia sobre este tema tão falado, porém, pouco entendido e praticado. Nestes dias temos visto muitos modelos apostólicos errados, pessoas que se intitulam apóstolos pelo simples fato de estarem em uma posição de evidência no meio do povo evangélico. Minha intenção em abordar o assunto não é a de encontrar e apontar falsos apóstolos. Temos a tendência em gastar muita energia tentando encontrar os problemas e esquecemos das coisas boas, meu desejo é que possamos conversar um pouco sobre a questão e pedir a Deus que nos ajude.


Quando Deus começa a restaurar algo no meio da Igreja, ao mesmo tempo parece que o inimigo começa a distorcer trazendo um entendimento errado do que está sendo restaurado, ou, enfatiza ao extremo a ponto de esquecermos da totalidade do cristianismo. Por isto, precisamos tomar cuidado nesses dias para que entendamos esses assuntos, o ministério apostólico é uma necessidade para os nossos dias e precisa ser compreendido. Em Efésios 4, diz que: “Ele deu…”, primeira coisa a assimilar é que quem estabelece é Deus e não nós, “… e para um fim o aperfeiçoamento dos santos e até que cheguemos a um ponto…”, em outras palavras, precisamos do ministério apostólico até certa uma hora.


Hoje a impressão que temos de um apóstolo é daquele homem com seu “reinozinho” próprio, uma imagem que muitas vezes não é criada por esses irmãos, mas pelas pessoas que estão ao seu redor. O próprio apóstolo Paulo precisou lidar com situação igual em I Coríntios 3:3-6, na qual a Igreja se dividiu, onde uns se diziam seguidores de Paulo e outros de Apolo. Paulo foi incisivo a ponto de dizer: “Quem é Paulo, quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes?”. Os verdadeiros apóstolos não conseguem viver com disputas no reino de Deus e não alimentam o espírito de partidarismo. A palavra que Paulo usa para apóstolo, do grego, vem de diácono ou servo. Os verdadeiros apóstolos entendem seu chamado de servir a Igreja, de ser um canal da fé e não estão preocupados em proteger a sua reputação e sim como em estabelecer o reino de Deus. Abro um parêntese para informar aos que se intitulam “apóstolos” que você não é o pico da pirâmide, não é o fim em si. Quero lhe dizer que precisamos de apóstolos no Brasil e não de mais alguém para dividir a noiva do Senhor. Quando os ministérios apostólicos tentam insistentemente se afirmarem como verdadeiros, de certa forma estão dizendo: “se você não está comigo, não vê do meu jeito e não usa a minha cartilha, então você vai ficar para traz, está fora do reino”. Desde quando o Senhor deixou de usar sua palavra para usar nossas cartilhas? Oro para que o Senhor nos dê verdadeiros apóstolos e não saqueadores e opressores da noiva.


Na primeira parte desse texto falávamos sobre Atalia como ela tentou matar todos aqueles que tinham um chamado e de uma equipe apostólica com o desejo de preservar a semente real ao escondendo Joás da chacina. O ministério apostólico tem o coração voltado para os princípios das escrituras e para o desejo de gerar novos líderes, a ponto de escondê-los para que não sejam mortos. A Igreja tem sido bombardeada pelo o que eu chamo de “mercado gospel”, a cada instante aparece uma moda ou um mover novo que se intitulam a “resposta”, o marketing destes produtos, as idéias e os modelos tem confundido a Igreja. Isto precisa parar, ficamos como em um jogo de ping-pong, para lá e para cá. O sistema do mundo está nos pegando. A cada dia pessoas vão à internet para ver o que tem de novo, da mesma forma as novidades se tornaram uma exigência na Igreja. Novidades essas que mexem com a alma, mas que aos poucos fazem esquecer e afastam de princípios do cristianismo e da mensagem da Cruz. O crescimento a qualquer custo está na moda, não importa se é apenas marketing, o que queremos é aumentar o nosso número para parecer bem nas estatísticas. Constantemente ministro na vida de pastores e, às vezes, ouço os seus corações pressionados pela necessidade de mostrar números e não fruto. Às vezes, até usamos a palavra fruto, porém, na realidade o que chamamos de fruto não passa de um número da nossa meta de crescimento.


O cristianismo está sendo desafiado nestes dias pelo pós-modernismo e mais do que nunca precisamos formar líderes que estejam fundados em princípios das escrituras e em uma teologia consistente e bíblica. A Igreja precisa ser motivada a voltar para as bases do cristianismo. Deixo claro que não sou contra métodos de crescimento ou que sou contra novidades, todavia precisamos tomar cuidado para o que sistema de mercado não nos envolva e domine. A Igreja dos próximos anos tem o desafio tremendo de avançar sem perder os princípios, e para isto, precisará do ministério apostólico que traz para a Igreja fundamentos e fogo para ir aos povos. Esses apóstolos esconderão os jovens com chamado para que não sejam mortos pelo veneno da religiosidade. Em alguns países ser pastor é uma profissão como outra qualquer e não um chamado do coração de Deus. Precisamos fugir disso e tomar cuidado, pois, estas coisas vêem até nós vestidos de pureza, porém no fundo é lama e sujeira. Ao redor do Brasil tenho encontrado homens e mulheres que realmente carregam um fogo por algo novo que Deus está movendo e trazendo de volta.


O ministério apostólico precisa ser reconstruído. E reconstruir significa fazer do mesmo jeito que era antes. Reformar é diferente, você conserta algo da forma que quiser, podendo mudar a cor ou o tamanho, todavia os que se propõem a restaurar precisam pesquisar com o fim de conhecer como era no princípio. Às vezes, quando prédios antigos são restaurados os construtores removem cinco ou seis camadas de tintas sobre uma parede até encontrar a cor original, e isto requer paciência e perseverança. Da mesma forma é com a casa de Deus, muitos irmãos com boas intenções reformaram coisas na Igreja que por algum tempo ficou bonito, diferente e atrativo, entretanto, com o passar do tempo àquela reforma ficou velha. Vindo outro querido irmão pintou por cima uma outra cor que estava na moda e a resposta foi a mesma, as pessoas gostaram e por um grande tempo permaneceu. Nos últimos dias Deus tem levantado uma geração apostólica que tem desejo de voltar ao original, mas, para isto teremos que remover a tinta velha o que exigirá perseverança, paciência e humildade até que a cor original seja encontrada.


As pessoas que trabalham com reformas usam martelos grandes, serras elétricas e marretas, agora aqueles que trabalham com restauração carregam pequenas espátulas e lixas manuais. Os restauradores não utilizam ferramentas pesadas para não correr o risco de estragar o original. Por isto digo que ministério apostólico caminha com muito temor e amor no meio da casa do Senhor, não carregando em suas mãos uma foice para cortar o joio, mas, sim o amor pelo trigo. Tanto o que reforma como o que restaura tem zelo por mudança e desejam o melhor, contudo a paciência, dependência em Deus e o temor de não cortar o trigo junto com o joio, diferenciam um restaurador do reformador. Resta-nos a pergunta: Deus quer reformar a sua Igreja, ou, Ele deseja restaurá-la? Sou profundamente grato a irmãos que trabalharam em reformas que foram importantíssimas na Igreja nos últimos anos, mas ultimamente ouço um clamor por restauração na casa do Papai.


Pr. Judson de Oliveira.

 



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